De Titanic a Demon Slayer, produções estrangeiras conquistaram o público brasileiro pelo boca a boca, pela música ou pela força de comunidades de fãs
O público brasileiro tem uma relação particular com o cinema estrangeiro. Alguns títulos internacionais não apenas fizeram sucesso no país como se transformaram em acontecimentos culturais, com filas, trilhas sonoras repetidas à exaustão e cenas incorporadas à memória coletiva.
Titanic (1997) – O épico de James Cameron passou meses em cartaz nos cinemas brasileiros e transformou a canção-tema, interpretada por Celine Dion, em presença constante nas rádios do país no fim dos anos 1990.
A Vida é Bela (1997) – A comédia dramática de Roberto Benigni ganhou lugar especial na memória do público por ter disputado, e vencido, o Oscar de Filme Estrangeiro contra Central do Brasil, em 1999. A rivalidade virou assunto nacional e ainda é lembrada a cada temporada de prêmios.
O Segredo dos Seus Olhos (2009) – O suspense de Juan José Campanella, vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro, ajudou a consolidar o interesse dos brasileiros pelo cinema argentino, reforçado anos depois por Relatos Selvagens (2014).
Parasita (2019) – A vitória histórica do filme de Bong Joon-ho no Oscar coincidiu com a expansão da cultura sul-coreana no Brasil, que já vinha do K-pop e logo ganharia novo impulso com as séries do país no streaming.
Barbie (2023) – O lançamento simultâneo com Oppenheimer gerou o fenômeno “Barbenheimer” e transformou as sessões em evento, com plateias vestidas de rosa também nas salas brasileiras.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito (2025) – O longa japonês se tornou a maior bilheteria de um filme de anime na história do Brasil poucas semanas após a estreia, em setembro de 2025, prova da força da comunidade de fãs de animação japonesa no país.
Guerreiras do K-Pop (2025) – A animação da Netflix sobre cantoras que caçam demônios virou fenômeno mundial e coroou a trajetória com os Oscars de Melhor Animação e Melhor Canção Original, por “Golden”.
Para descobrir os próximos sucessos estrangeiros antes que virem assunto, o OverFlix reúne críticas de produções de diferentes países, dos grandes estúdios de Hollywood ao cinema asiático e europeu.
Se há uma lição nesses fenômenos, é que o público brasileiro não tem preconceito com sotaque estrangeiro, desde que a história mereça a sessão.
