Hospitalidade não é luxo. É percepção.

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Por Juliana Ventura

Existe uma associação bastante comum entre hospitalidade e luxo. Quando se fala em receber bem, muitas pessoas imaginam imediatamente mesas elaboradas, ambientes sofisticados, menus cuidadosamente planejados e uma grande quantidade de recursos à disposição. Como se a qualidade da recepção estivesse diretamente ligada ao investimento financeiro realizado.

Mas a prática mostra algo diferente.

A hospitalidade raramente é lembrada pelo valor do que foi oferecido. Ela é lembrada pela forma como alguém se sentiu.

É possível estar em um ambiente simples e sentir-se profundamente acolhido. Da mesma forma, é possível estar em um espaço sofisticado e perceber uma ausência completa de conexão.

Isso acontece porque hospitalidade não é uma questão de estrutura. É uma questão de percepção.

Percepção para observar quem chega.

Percepção para compreender as necessidades do outro.

Percepção para ajustar pequenos detalhes que muitas vezes

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